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Maio 29, 2019

Projeto de Lei que protege a água, protege a vida

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Câmara de Vereadores de Papanduva
Câmara de Vereadores de Papanduva
Tafarel Schons, Presidente da Câmara de Vereadores de Papanduva apresenta Projeto de Lei em defesa da água do município

SANTA CATARINA – Desde que teve seu subsolo leiloado pelo governo federal, os moradores do norte catarinense passaram a se preocupar com seus futuros. E pudera, a indústria fóssil quer explorar o xisto na região. A responsável é a empresa Irati Energia, que tem sede em Curitiba e é financiada pela poderosa canadense Forbes & Manhattan.

Um grande seminário aberto foi feito para chamar a atenção da população que está em risco, no qual cerca de 1300 pessoas compareceram para entender o que poderia acontecer se a indústria iniciasse a exploração.

Em resumo, a exploração de xisto na região afetaria não somente a produção agrícola por utilização de suas terras, mas também afetaria a região pela contaminação de sua água. Poluindo o abastecimento local, e as áreas de irrigações que ainda restarem.

A posição das autoridades foi unanime: “Água é vida! E Papanduva defende a vida!”, disse o prefeito de Papanduva, Luiz Henrique Saliba.

Confira o vídeo resumo do seminário aqui

O passo seguinte, então, foi dado pela Câmara de Vereadores, no qual o presidente da câmara Tafarel Schons, apresentou um Projeto de Lei importantíssimo em defesa da vida e da água do município.

Projeto de Lei Nº 0019/2019 “Estabelece a política municipal de segurança hídrica e institui áreas como patrimônio hídrico do município de Papanduva, institui Conselho Municipal e dá outras providências.”

No projeto ele denfende:

“A água não é mercadoria, mas sim bem e direito humano; todos os níveis de governo têm responsabilidade sobre a água (por isso, a Lei que institui a Política Nacional de Recursos Hídricos inicia afirmando que a água é um bem de domínio público – art. 1º, I, da Lei 9.433⁄97”

O Município é competente para legislar sobre meio ambiente com União e Estado, no limite de seu interesse local e desde que tal regramento seja harmônico com a disciplina estabelecida pelos demais entes federados (art. 24, VI, c/c art. 30, I e II, da CRFB). [RE 586.224, rel. min. Luiz Fux, j. 5-3-2015, P, DJE de 8-5-2015, .]

No projeto, Tafarel ainda adiciona que o município não pode ter uma posição passiva em matéria ambiental e de proteção dos recursos hídricos. Pois a água é necessária à subsistência da população local e dos demais seres vivos.

Esse projeto sendo aprovado dará voz ao município, exigindo um comum acordo entre Estado sobre o licenciamento ambiental dando oportunidade para colocar em pauta as exigências do município.

“Papanduva é uma grande inspiração de mobilização da sociedade civil. Não existe progresso se há ameaça a vida. O Norte de Santa Catarina todo precisa tomar ações como essas. Projetos de Lei municipal são a garantia de que conseguiremos barrar a indústria do gás da morte.

Se os catarinenses querem continuar tendo água limpa, e querem deixar um legado para suas gerações, não podem se deixar levar pelas falsas promessas da Irati ou qualquer outra empresa que venha explorar o xisto ou o carvão. Foi com falsas promessas que iniciaram a exploração de minérios em Minas Gerais, e hoje vemos a situação triste que vivem os mineiros. Santa Catarina, diga #NÃOAOXISTO”, afirmou Juliano Bueno de Araujo – coordenador de campanhas climáticas da 350.org Brasil, diretor e fundador da Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida.

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Livia Lie – coordenadora de Campanhas Digitais da 350.org Brasil e América Latina, comunicóloga, e Voluntária da Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima Água e Vida.