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Outubro 2, 2023

Mulheres da Amazônia unidas por um mundo mais justo e solidário

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Amazonides women united for climate solution

Mulheres que aspiram um mundo melhor, se uniram em Silves no Amazonas. Juntas, elas formam um coletivo de lideranças de populações tradicionais que acredita em um desenvolvimento sustentável, economicamente viável e socialmente justo e estão aprendendo sobre como tornar isso possível.

Lideradas por Márcia Ruth, presidente da ASPAC – Associação de Silves pela Preservação Ambiental e Cultural, o Grupo de Mulheres da Resistência Amazônica reúne essas mulheres oferecendo formações de Direito, Cidadania, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas e Transição Energética.

“A formalização desse grupo de mulheres, é uma vasta possibilidade de resistência na Amazônia Brasileira, não apenas no aspecto socioambiental mas também no ser mulher independente e empoderada de seus direitos e capacidades de desenvolver todo seu potencial criativo ofuscado por uma sociedade machista e excludente. Nosso grupo é formado por agricultoras, pescadoras, estudantes, artesãs, universitárias, aposentadas, e operárias urbanas. Todas sonhadoras de um mundo mais justo e solidário para as presentes e futuras gerações. Entendi comprometimento e determinação nas falas das participantes de fundação do grupo. Como disse a Marieth Chaves da comunidade de São José da Enseada do município de Itapiranga “estou muito contente e entusiasmada pelo retorno das atividades da ASPAC”, isso nos motiva em participar e continuar a luta na defesa da justiça climática social e ambiental, buscando alternativas econômicas de baixo impacto ambiental e sustentável. Marieth é um dos exemplos que o trabalho da ASPAC deu frutos. Pois com o formato de apoio da 350 estamos avançando na organização e fortalecimento da Resistência Amazônica aqui na região de Silves, Itapiranga e Itacoatiara, no combate a desinformação acerca dos riscos e danos ao meio ambiente físico e social causados pela exploração inadequada de petróleo e gás nessa região”, comenta Márcia Ruth

Para Luiz Afonso Rosário da 350.org Brasil, essa iniciativa é importante e vai fazer a diferença:

“A atuação das mulheres nas comunidades tradicionais faz toda a diferença e têm um papel importante na defesa do bem viver de suas famílias, no equilíbrio e na sustentabilidade das comunidades. Empodera-las com informações é dar ferramentas para que consigam conhecer seus direitos, exercitar sua cidadania, defender suas famílias, cultura, ancestralidade e seus territórios“.

Silves vem sendo alvo de grande discussão pois é onde funciona o Complexo do Azulão da Eneva que recentemente foi impedida de funcionar por irregularidades no processo de licença ambiental.

Livia Lie da 350.org América Latina